quarta-feira, 13 de maio de 2009

Aconteceu.

Silêncio difícil durante 3 dias e acho que eu voltei.

Quando pequena eu fiz uma promessa, ser boa, promessa que depois de muito tempo eu percebi que pesava mais do que qualquer outra coisa. No entanto, isso não alterou o fato de eu ter sido pentelha na infância, mas me alterou perante vários outros aspectos.

No meio da adolescencia fui abdicando disso, até chegar num momento que eu simplesmente sabia que teria que fazer coisas erradas para então poder voltar para o meu caminho. Talvez porque uma pessoa focada de mais na bondade tenda a ser saco de pancadas e inútil para o que quer que seja. Bom, eu simplesmente sabia.

Eu mergulhei, sem ao certo saber onde estava, mas continuei nadando me guiando apenas pela intuição. E agora voltei.

Vejo, com uma certa clareza, que tudo isso foi necessário. Que o que nos da certeza e força é a maldade, sem ela não sabemos distinguir sem procurar sempre algo de bom nos problemas ou erros, na verdade, sem o equilibrio não conseguimos destinguir... e isso serve para tudo. Por isso, não é saudável ser uma pessoa inteiramente boa nem inteiramente má, na verdade, isso me faz chegar a conclusão de que tudo isso só deve existir em mentes doentes.

É verdade também que não há um ponto certo de equilíbrio, tudo é muito oscilante como todo certo e errado e pior que tudo isso, é que entre o certo e errado, há uma gama enorme de possibilidades, em que ganha apenas o mais certo do menos certo. E como saber distinguir? Não dizem que de boas intenções o inferno está cheio? Pois é, se referem apenas as falsas intenções. A minha chave, para eu não me esquecer, será sempre a melhor possível.

"Perder-se também é caminho" - Cecília Meireles

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